sábado, 13 de outubro de 2007

FESTIVAL X-ROCK MÓDULO B - 08/07/2006 - CASA DO CANTADOR - CEILÂNDIA/DF

X-ROCK
'outros cantos, outras canções!'
A Casa do Cantador em Ceilândia é a única obra de Oscar Niemeyer no Distrito Federal fora do Plano Piloto e um centro cultural conhecido por ser divulgador das tradições regionais nordestinas como o repente, o cordel, os emboladores, as cantadeiras e violeiros, mas no dia 8 de junho o festival X-ROCK "outros cantos, novas canções" foi o grito de reconhecimento do rock como expressão da cultura popular. Uma iniciativa da cooperativa de bandas MÓDULO B que propôs uma amostra do que há de novo nas diversas manifestações de nossa cultura popular urbana contemporânea. Novas linguagens e interpretações diferentes do patrimônio cultural fizeram a cabeça de quem apareceu por lá e conferiu o novo rock alternativo brasiliense. Às 18:00 os tambores da selva já começaram a rufar e o auditório tremeu diante do grupo MARACANDANGO que contagiou todas as tribos com sua mistura de ritmos e percussão hipnótica; maracatu e ciranda sustentam as antenas do grupo totalmente composto por instrumentos acústicos. Logo em seguida o quarteto DÍNAMO Z apresentou seu rock alternativo em canções pop altamente influenciadas por indie rock, britpop e o pós-punk dos anos 80 com boas letras em português carregadas de ironia.Destaque para o entrosamento dos arranjos guiados pelo violão e pela guitarra, completados por tudo que as canções pediam do baixo e batera seguro. Recado dado com eficiência. O PRISÃO CIVIL não pôde tocar por problemas pessoais. E logo após o palco é ocupado pelo power trio BARBARELLA que, com uma mistura de rock de garagem e black music nacional dos anos 70, mostrou um rock alternativo consistente e moderno, antenado com o que há de mais novo lá fora e aqui, dosam peso com baixo suingado, ritmo e melodia com simplicidade e guitarra econômica, letras inteligentes e refrões ganchudos. Destaque para o batera pesado, seguro e com ritmo. O quinteto A PONTE ocupa o palco logo após com efeitos espaciais de guitarra em canções dançantes, influências de música brasileira, rock nacional e indie rock com letras poéticas e bateria pesada, vocais alternados e backing vocal. O baixo é pulsante com pitadas de dub. Destaque para o duo de guitarras, apresentação cheia de psicodelia e tropicalismo revisitado. Fechando a noite, os quatro rapazes do VITALÓGICA apresentaram seu rock com canções pop fortemente influenciadas pelo rock nacional dos anos 80 e pelo rock dos 90.
A noite se encerrou sem nenhum incidente e o público de aproximadamente 200 pessoas saiu satisfeito por prestigiar bandas com trabalho autoral e participar do cosmopolitismo apresentado pelos grupos através de suas influências contemporâneas que não deixam nada a dever aos grandes nomes do rock nacional e internacional. Ceilândia se destaca no cenário independente pela riqueza cultural e pela resistência ao tédio e ao conformismo. Resistência que é reflexo do constante estado de efervescência artística da cidade, que transborda sua essência no cotidiano contraste social diante da grande diversidade cultural. As bandas apresentaram um som contemporâneo, bem informado, bem executado, competente e pop ! Cada uma com sua linguagem, mas agradável, inteligente e pronto para as rádios do país e do mundo.

sábado, 22 de setembro de 2007

TERCEIRO Nº DO FANZINE COM A ACIDEZ DOS TEXTOS DE BRUNO BRASMITH, O FESTIVAL DO NOVO ESPAÇO ALTERNATIVO EM TAGUÁ, CD'S E ROCK NA RUA! MÓDULO B

"O problema deste duelo no DF não é propriamente das bandas covers, mas sim o excesso delas. Essa grande demanda de artistas covers, deixa a cidade "sonsa" e sem produção. E a falta de produção não está ligada a falta de rock autoral, mas sim a ausência de espaço para os que fazem música autoral."

ROQUEIROS CONVOCADOS PARA A CELEBRAÇÃO DO ATO DE RESISTÊNCIA DE SER ROCKER!!!!!!

" As bandas das satélites possuem uma riqueza musical imensa e dos mais variados estilos, para agradar do punk ao blues, folk ao black metal e do jazz ao pop, sem falar do alternativo indie, gótico e grunge. Há lugares no Brasil que a música própria é valorizada, onde os artistas conseguem até viver dela e faturam umbom couvert ou fazem shows normalmente e são bem aceitos. Nas satélites do Distrito Federal, os festivais independentes produzidos pelas próprias bandas, sobrevivem ao marasmo."
"...o GUARIROBA BLUES fez mais um show super competente com baladas, rockões e blues psicodélicos, a noite continuava com o WOLFGANG, power trio visceral com riffs ganchudos de guitarra e bateria pulsante e histérica, garageira que levou os presentes à loucura, a última apresentação da noite fica por conta do BARBARELLA que reestréia com mais um guitarrista, rock alternativo com groove e psicodelia.No sábado o SIMPLE MAN mandou clássicos que serviram como uma aula de rock'n'roll, logo em seguida o BOCA PRETA mostrou que aprendeu a lição com rocks setentões malandros que faziam a galera dançar e viajar, depois deles o WHISKY 74 mostrou seu hard-rock garageiro cada vez mais amadurecido com um show eletrizante e fechando a noite o TERNO ELÉTRICO que apresentou rocks espertos com refrões bem sacados..."

UM DISCO BOM - RESENHA DE CD'S DE BANDAS INDEPENDENTES- DESTAQUE PARA DÍNAMO Z, RUTHERFORD E BARBARELLA - lançamentos MÓDULO B

DÍNAMO Z

"...Fortes influências de rock dos anos 60 e 80 nessa banda que une a melodia do pop sessentista com a força e as texturas do rock dos anos 80. Um dos destaques no circuito independente das cidades-satélites..."

RUTHERFORD

"...misturando a realidade espiritual com a influências científicas e físicas mostrando uma perspectiva diferente da expectativa humana no universo. "

BARBARELLA

"...Indie rock de qualidade feito na periferia da capital do maior país da América Latina."

ROCK NA RUA! MÓDULO B!

"...mais uma edição do ROCK NA RUA!(mais um projeto do MÓDULO B), realizado no churrasquinho Aftosa na QNG em Taguatinga. O evento, como sempre, expôs fanzines, camisetas e cds das bandas do projeto, além da distribuição de preservativos prarapaziada(graças ao apoio do Ministério da Saúde) e o recolhimento de livros usados para a formação da biblioteca comuntária da QNG. Apesar do nome "aftosa",o churrasquinho não deu pra quem quis, pois o vô(o dono do estabelecimento),caprichou no espetinho pra acompanhar a bebedeira "...Fortes influências de rock dos anos 60 e 80 nessa banda que une a melodia do pop sessentista com a força e as texturas do rock dos anos 80.

"

MERIDIANNO 14, RUDE, A MÁKINA, DÍNAMO Z E TERNO ELÉTRICO - SHOW ELETRIZANTE! - ROCK NA RUA! MÓDULO B!

"Quando a banda DÍNAMO Z entrou em cena, o quiosque do Vô estava fervendo! Mas bastaram os primeiros acordes de "estereoterapia", para que o espírito do indie rock baixasse sobre todas as mesas. A partir da segunda música "Fernanda", o Aftosa ficou pequeno para a força do rock alternativo de Taguatinga. Não teve quem não se empolgasse com o set-list contagiante da banda, até o churrasqueiro largou os espetos pulou com o sonzão."