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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Mentes Sem Lembrança — Emo bruto, indie lo-fi e distorção sentimental

 🎸 Mentes Sem Lembrança — Emo bruto, indie lo-fi e distorção sentimental

Formada em 2025 por Miguel (bateria), Liz França (baixo e vocal) e Davi Cecílio (guitarra e vocal), a Mentes Sem Lembrança surge como um suspiro sincero em meio à nova onda do rock triste nacional. Com letras que soam como páginas arrancadas de um diário amassado, a banda mistura a crueza do Midwest emo, a melancolia do chamado "emo caipira", e a energia desajustada do indie rock dos anos 90.

Influenciados por gigantes como Dinosaur Jr., Sonic Youth, Pixies e bandas do submundo sentimental do emo, o trio entrega canções com distorções sujas, vocais viscerais e melodias que flertam com a nostalgia — mas sem cair na armadilha da repetição.

O som da Mentes Sem Lembrança é feito para quem se sente meio fora do lugar, mas encontra abrigo nas guitarras desafinadas, nas linhas de baixo sinceras e nos versos que doem de um jeito bom.

🎤 Barulhento, frágil, honesto e bonito.

A nova cara do emo brasileiro tem sotaque, sentimento e muito barulho pra fazer.

🎸 Release — Mentes Sem Lembrança Entre distorções e melancolia, nasce um novo capítulo do rock alternativo brasileiro

Formada em 2025 por Miguel (bateria), Lizz França (baixo e vocal) e Davi Cecílio (guitarra e vocal), a banda Mentes Sem Lembrança emerge como um sopro sincero e dissonante na cena independente, em meio à onda do chamado rock triste. Mas não se engane: a tristeza aqui não é apatia — é catarse.

Com influências marcantes do indie rock dos anos 90, como Dinosaur Jr, Sonic Youth e Pixies, o trio constrói uma sonoridade crua, ruidosa e emocionalmente carregada. As guitarras sujas e os vocais introspectivos se entrelaçam com a estética do Midwest emo, criando paisagens sonoras que oscilam entre o colapso e a contemplação.

O grupo também bebe da fonte do chamado "emo caipira", vertente brasileira que mistura vulnerabilidade lírica com referências regionais e uma estética lo-fi. O resultado é uma música que soa como diário íntimo — mas com amplificadores no máximo.

Mentes Sem Lembrança não busca respostas fáceis. Suas composições falam de memória, identidade, afeto e ausência — tudo embalado por arranjos que abraçam o ruído como forma de expressão. É música para quem sente demais, para quem ainda acredita que o rock pode ser frágil e feroz ao mesmo tempo.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

MENTES SEM LEMBRANÇAS - EMO CAIPIRA DE CEILÂNDIA

🔥 O som da Mentes Sem Lembrança é feito para quem precisa de guitarras que desafiam, baixos que correm livres, baterias que explodem em fúria doce e versos que doem de um jeito bonito. É barulhento, é frágil, é honesto — e é exatamente isso que o emo brasileiro precisava para soar vivo outra vez.

O trio é praticamente um manifesto sonoro da juventude deslocada: guitarras que desafiam qualquer padrão, baixo que pulsa como se fosse coração exposto e bateria que explode em catarse. É aquele tipo de som que não pede licença — ele invade, rasga e ao mesmo tempo acolhe.

Se o Midwest emo trouxe a crueza, e o indie dos anos 90 ensinou a ser desajustado com estilo, a Mentes Sem Lembrança junta tudo isso e coloca sotaque brasileiro na equação. O resultado é uma estética que conversa tanto com quem cresceu ouvindo Sonic Youth quanto com quem hoje descobre o emo caipira em playlists escondidas.


🎤 É música para quem se sente meio fora do lugar, mas encontra abrigo no barulho. Barulhento, frágil, honesto e bonito — exatamente como deveria ser.
O indie rock dos anos 90 moldou a estética crua e nostálgica que inspira bandas como a Mentes Sem Lembrança, enquanto a nova cena emo brasileira atualiza esse legado com sotaque, intimismo e experimentação.

Para entender o som do Mentes Sem Lembranças:

Indie Rock dos Anos 90 — A Força da Estética Lo-Fi
Os anos 90 foram a década em que o indie rock deixou de ser apenas underground e passou a influenciar o mainstream. Algumas marcas dessa fase:
Pavement: letras enigmáticas e som lo-fi que definiram o gênero.
Sonic Youth: guitarras dissonantes e experimentação sonora.
Pixies: pioneiros na mistura de silêncio e explosão, abrindo caminho para o grunge.
Built to Spill: introspecção e solos de guitarra que expandiram o indie.
Yo La Tengo: explorando uma ampla gama de estilos, do noise ao pop delicado.
👉 O impacto foi enorme: guitarras sujas, vocais viscerais e melodias nostálgicas se tornaram a base para o emo e o indie brasileiro atual. 


Nova Cena Emo Brasileira — Emo com Sotaque e Identidade

Nos últimos anos, o Brasil viu surgir uma nova geração de bandas que reinventam o emo com referências locais e experimentações modernas:

Chococorn and The Sugarcanes: expoentes do “emo caipira”, misturam midwest emo com vivências do interior paulista. O álbum Todos Os Cães Merecem o Céu (2026) amplia o som com sintetizadores e letras sobre amadurecimento. 

Anônimos Anônimos: banda paulistana que lançou Acabou Sorrire (2026), transitando entre indie rock, pop punk, emo e dream pop, sempre com letras pessoais e intimistas. 

Colina: do ABC Paulista, trouxe o álbum Ego Frágil (2025), unindo memória afetiva e maturidade artística, com estética analógica e letras intensas.

 Nova cena emo BR

Lo-fi, guitarras sujas, experimentação Emo caipira, intimismo, sotaque brasileiro Ícones como Pavement, Sonic Youth, Pixies
Letras enigmáticas e melancólicas Versos confessionais, memória afetiva, amadurecimento
Estética underground que virou mainstream Cena independente que cresce no circuito alternativo


O que isso significa para a Mentes Sem Lembrança?
A banda se posiciona como herdeira direta dessa fusão:

Do indie 90s: distorções sujas, vocais viscerais, estética lo-fi.

Do emo BR atual: intimismo, sotaque, letras confessionais que falam de deslocamento e afeto.
🎤 Resultado: um som barulhento, frágil, honesto e bonito — que conecta gerações e mostra que o emo brasileiro está mais vivo do que nunca.
Origem e Significado
O termo emo caipira nasceu como um paralelo entre o Midwest emo norte-americano (ligado ao interior dos EUA) e o interior do Brasil, especialmente São Paulo.

Bandas como Chococorn and The Sugarcanes ajudaram a consolidar o estilo, trazendo guitarras limpas e distorcidas, letras nostálgicas e uma estética “faça você mesmo” (DIY) .

O “caipira” não é usado de forma pejorativa, mas como afirmação cultural: valoriza sotaques, vivências locais e a vida fora dos grandes centros.

🎶 Elementos Culturais
Pertencimento comunitário: shows em cidades pequenas criam laços fortes entre público e banda, reforçando a ideia de família e amizade .

DIY como resistência: gravar em casa, usar equipamentos simples e divulgar pela internet democratiza o acesso à produção musical.


Temáticas líricas: falam de amizade, relacionamentos, nostalgia e deslocamento — experiências universais, mas narradas com sotaque e referências locais.

Internet e redes sociais: ajudaram a expandir o estilo para além do interior, criando uma comunidade nacional que se identifica com o rótulo.

Emo Caipira como Identidade Cultural
 O Sotaque e interior reforça o orgulho regional e cria paralelos com o Midwest dos EUA
O DIY democratiza a produção musical e valoriza autenticidade
Espírito de comunidade com shows e redes sociais que fortalecem laços e pertencimento
Os temas líricos trazem nostalgia e amizade que tornam-se universais, mas com sabor local.

O “emo caipira” não é apenas um estilo musical, mas uma forma de afirmar que o interior também produz cultura relevante. Ele rompe com a centralização cultural dos grandes centros urbanos e mostra que a vulnerabilidade, a melancolia e o barulho também têm sotaque.
 
🎤 Em resumo: o emo caipira virou identidade cultural porque transformou o que antes era visto como “periferia” em epicentro criativo, dando voz a jovens deslocados que encontraram no barulho sincero uma forma de pertencimento.

Nascida em 2025, a Mentes Sem Lembrança é aquele tipo de banda que parece ter saído direto de um quarto abafado, onde guitarras desafinam de propósito e sentimentos se transformam em distorção. Miguel (bateria), Liz França (baixo e vocal) e Davi Cecílio (guitarra e vocal) formam o trio que vem cutucando a cena nacional com um som que mistura a brutalidade do Midwest emo, a melancolia do chamado “emo caipira” e a urgência desajustada do indie dos anos 90.
As letras soam como páginas arrancadas de um diário escondido, e o resultado é um turbilhão de guitarras sujas, vocais que sangram e melodias que parecem abraçar a nostalgia sem nunca se render ao clichê. A banda bebe da fonte de nomes como Dinosaur Jr., Sonic Youth, Pixies e American Football, mas imprime sotaque e identidade própria — um retrato visceral da juventude que se sente deslocada, mas encontra refúgio no barulho.

A crueza do Midwest emo, a melancolia do “emo caipira” e a energia desajustada do indie rock dos anos 90.


O som da Mentes Sem Lembrança é feito para quem se sente meio fora do lugar, mas encontra abrigo nas guitarras desafiadoras, nas linhas de baixo sinceras e loucas, baterias furiosas e agridoces e nos versos que doem de um jeito bom.
A nova cara do emo brasileiro tem sotaque, sentimento e muito barulho pra fazer.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mentes Sem Lembranças


 
Emo bruto, indie lo-fi e distorção sentimental


Formada em 2025 por Miguel (bateria), Liz França (baixo e vocal) e Davi Cecílio (guitarra e vocal), a Mentes Sem Lembrança surge como um suspiro sincero em meio à nova onda do rock triste nacional. 



Com letras que soam como páginas arrancadas de um diário amassado, a banda mistura a crueza do Midwest emo, a melancolia do chamado "emo caipira", e a energia desajustada do indie rock dos anos 90.


Influenciados por gigantes como Dinosaur Jr., Sonic Youth, Pixies e bandas do submundo sentimental do emo, o trio entrega canções com distorções sujas, vocais viscerais e melodias que flertam com a nostalgia — mas sem cair na armadilha da repetição.


O som da Mentes Sem Lembrança é feito para quem se sente meio fora do lugar, mas encontra abrigo nas guitarras desafinadas, nas linhas de baixo sinceras e nos versos que doem de um jeito bom.


🎤 Barulhento, frágil, honesto e bonito.


A nova cara do emo brasileiro tem sotaque, sentimento e muito barulho pra fazer.




segunda-feira, 4 de maio de 2026

MENTES SEM LEMBRANÇAS NO 80'S PUB


 MENTES SEM LEMBRANÇAS E TRIBUTO AO JOY DIVISION NO 80'S PUB


Um dia de domingo qualquer de maio, show de rock de adolescentes para adolescentes, na maior cidade-satélite de Brasília, Ceilândia que por muitos é conhecida por "Ceilondres" pela peculiaridade de esbanjar estilo, vanguarda, coragem e personalidade e também, por seus dias de outono e inverno em que o arrebol nos brinda com uma névoa onírica que resiste aos primeiros raios de sol confundindo-se facilmente com o fog britânico.






Essa metrópole do centro-oeste que produziu as maiores bandas do Distrito Federal e figura no pioneirismo de vários estilos, não só no rock, mas na cultura popular, samba, reggae, punk, hardcore e heavy metal. Além do cinema já ter ultrapassado fronteiras nunca dantes navegadas pelo cinema periférico. 






Neste 3 de maio, Ceilândia se tornou a capital do Rock Triste, a banda Mentes sem Lembranças apresentou o seu emo caipira, uma releitura brasileira do midwest emo forte no underground juvenil, com personalidade e sentimento à flor da pele, com influências do indie rock anos 90 e anos 2000, com o clássico pós-punk que refletiu o niilismo dos anos 80, a banda desfilou canções autorais cheias de força, dor, luz, trevas e bublegum  com os dois vocalistas, Lizz França no baixo e Davi Cecílio na guitarra, ambos canhotos revezando seus vocais ora agudos, ora graves demonstrando harmonia presente apenas em bandas experientes, tudo isso com o peso rítmico e delineado, suave e intenso de Miguel Freitas na bateria completando o que hoje já é o melhor power trio do DF.





Apresentaram músicas de seu primeiro EP, gravado no Estúdio Montanna em Taguatinga, localizado no icônico Ed. Paranoá Center. Canções singelas e ácidas como, Vento Áureo, Fome Insaciávele e Admirável Romance Novo. Brutas e agridoces como, Soneto de Isabel e Street Fighter 3 Alpha e lucidamente loucas como, Chernobyl e Varginha 1996.  além de covers de Mike Krol "Fifteen minutes" e Mom Jeans "Death Cup" e expoentes nacionais como Lupe de Lupe e Chocokorn and the Sugarkanes. E a surpresa da tarde de domingo legal ficou para "Last Nite" dos Strokes, surgindo como o clássico de uma geração púbere. A intensidade posiciona Ceilândia como protagonista cultural e a originalidade da banda Mentes sem Lembranças dialoga com a atmosfera melancólica do pós-punk e o peso simbólico do tributo ao Joy Division.


O 80's PUB, da produtora e DJ Jully Dourado, tem se consolidado como o espaço mais charmoso e cult de Ceilândia, com drinks personalíssimos, cerveja gelada e petiscos delirantes, com programação farta e com curadoria rigorosa, recebe os melhores dj's da cidade, bandas covers, tributos e autorais de todas as gerações, abrindo espaço para veteranos e novatos na cena, conhecidos e desconhecidos que enriquecem com grande contribuição a noite brasiliense, além de um karaokê divertidíssimo às quintas, sua decoração vintage torna o ambiente mais agradável ainda sempre com uma seleção sofisticada no som ambiente.




Abrindo a tarde de rock dominical, relembrando os tempos áureos de matiné com shows riquíssimos, tivemos um tributo ao Joy Division sincero e visceral como a banda de Ian Curtis merece, ainda brindaram a platéia com uma versão personalíssima de "Ainda é cedo" da Legião Urbana, esquivando-se do arranjo da banda inglesa The Cartoons para Love is the drug, que "inspirou" a banda oitentista brasiliense. E outra surpresa foram duas covers da banda paulista Ludovic, "Eu fiz pouco caso de um gênio" e "Janeiro continua sendo o pior dos meses".





Domingo, 3 de maio, Ceilândia — ou “Ceilondres”, como carinhosamente é apelidada por sua aura cosmopolita e ousada — transformou-se em palco de uma celebração musical que misturou nostalgia, experimentação e juventude. A cidade-satélite, conhecida por sua força cultural e por ter revelado algumas das maiores bandas do Distrito Federal, respirou rock em cada esquina, envolta naquela neblina outonal que remete ao fog londrino e reforça sua identidade única.


O destaque da noite foi a apresentação da banda Mentes sem Lembranças, que trouxe ao público seu “emo caipira” — uma fusão ousada entre o midwest emo norte-americano e a sensibilidade brasileira. Com influências que vão do indie dos anos 90 e 2000 ao pós-punk melancólico dos anos 80, o trio mostrou maturidade e intensidade raras. Lizz França (baixo) e Davi Cecílio (guitarra), ambos canhotos e alternando vocais agudos e graves, criaram uma atmosfera de contraste e harmonia. A bateria de Miguel Freitas completou o espetáculo com precisão e energia, consolidando o grupo como um dos power trios mais promissores da cena brasiliense.



O repertório foi um passeio por emoções cruas e poéticas: faixas de seu primeiro EP, gravado no Estúdio Montanna em Taguatinga, como “Vento Áureo”, “Fome Insaciável” e “Admirável Romance Novo”, mostraram delicadeza e acidez. Já músicas como “Soneto de Isabel” e “Street Fighter 3 Alpha” trouxeram peso e amargor, enquanto “Chernobyl” e “Varginha 1996” revelaram uma irreverência quase delirante. O público ainda vibrou com covers de Mike Krol, Mom Jeans, Lupe de Lupe e Chocokorn and the Sugarkanes, além da surpresa explosiva de “Last Nite”, dos Strokes, que incendiou a plateia adolescente.



O 80’s Pub, comandado pela produtora e DJ Jully Dourado, reafirmou sua posição como o espaço mais cult e charmoso de Ceilândia. Com drinks autorais, cerveja gelada e petiscos irresistíveis, o bar se tornou referência em curadoria musical, recebendo tanto veteranos quanto novatos da cena. Sua decoração vintage e programação variada — que inclui até karaokê às quintas — criam um ambiente sofisticado e acolhedor, perfeito para encontros musicais memoráveis.

Abrindo a tarde, um tributo ao Joy Division emocionou pela sinceridade e intensidade, honrando o legado sombrio e poético de Ian Curtis. O público ainda foi presenteado com uma versão única de “Ainda é cedo”, da Legião Urbana, e com duas pérolas da banda paulista Ludovic: “Eu fiz pouco caso de um gênio” e “Janeiro continua sendo o pior dos meses”. Foi uma celebração que uniu gerações, estilos e sentimentos, reafirmando Ceilândia como epicentro cultural e musical do Distrito Federal.



Ceilondres em Chamas: Emo Caipira, Pós-Punk e Tributo ao Joy Division no 80’s Pub


“Rock, Emo e Pós-Punk: O Domingo que Transformou Ceilândia no Epicentro Musical do DF”  




MENTES SEM LEMBRANÇAS E TRIBUTO AO JOY DIVISION TRANSFORMAM O 80’S PUB EM EPICENTRO DO ROCK ALTERNATIVO NO DF

Em um domingo aparentemente comum de maio, a cena musical da Ceilândia ganhou novos contornos e reafirmou sua vocação para o protagonismo cultural. O que poderia ser apenas mais um encontro juvenil se revelou um acontecimento simbólico: um show de rock feito por adolescentes e para adolescentes, carregado de identidade, estética e atitude. Não por acaso, a cidade — carinhosamente apelidada de “Ceilondres” — mais uma vez fez jus ao nome, exibindo sua aura vanguardista, sua ousadia estética e uma personalidade que dialoga diretamente com o imaginário de uma grande metrópole. Em dias de outono e inverno, quando a névoa matinal se mistura aos primeiros raios de sol, o cenário urbano parece mesmo evocar o clima melancólico e enevoado de cidades inglesas, criando o pano de fundo perfeito para o florescimento de uma cena alternativa autêntica.

SET LIST da matiné
1-Philipe Coutinho no Liverpool
2-Vento Áureo
3-Fome Insaciável 
4-Admirável Romance Novo
5-Taiga - Chocokorn
6-Fiat marea - Chocokorn
7-Dom Bosco - Chocokorn
8-Last nite - The Strokes
9-Gaúcha - Lupe
10-Chernobyl 
11-Varginha 1996
12-Carro de lata - Chocokorn
13-Soneto de Isabel 
14-Street Fighter 3 Alpha
15-Death Cup - Mom jeans

bis
16-Fogo fatuo - Lupe de lupe
17-Fifteen minutes - Mike Krol 
18-Like a star - Mike Krol




Consolidada como uma das mais importantes incubadoras culturais do Centro-Oeste, Ceilândia carrega no currículo a formação de algumas das bandas mais relevantes do Distrito Federal, lar de bandas como Barbarella b, Terno Elétrico, Baratas de Chernobyl, Os Maltrapilhos, entre outras, além de desempenhar papel fundamental no desenvolvimento de múltiplas vertentes artísticas. Do rock ao samba, do reggae ao punk, passando pelo hardcore e heavy metal, a cidade construiu uma trajetória marcada pela diversidade e pelo pioneirismo. Esse mesmo espírito transborda para outras linguagens, como o cinema periférico, que já ultrapassou fronteiras antes inimagináveis, projetando narrativas locais para além do circuito regional.



Foi nesse contexto efervescente que, no dia 3 de maio, Ceilândia assumiu simbolicamente o posto de “capital do rock triste”. A banda Mentes Sem Lembranças subiu ao palco com uma proposta estética que mescla sensibilidade e contundência: o chamado “emo caipira”, uma releitura brasileira do midwest emo que ganha força no underground jovem. Com influências que transitam entre o indie rock das décadas de 1990 e 2000 e o pós-punk que ecoa o niilismo dos anos 80, o grupo apresentou um repertório autoral intenso, carregado de emoções contrastantes — da dor à leveza, da escuridão ao brilho pop.



O destaque da performance ficou por conta da dinâmica vocal e instrumental de Lizz França e Davi Cecílio, ambos canhotos, que alternaram entre registros agudos e graves com precisão e harmonia dignas de grupos mais experientes. A base rítmica, conduzida por Miguel Freitas, conferiu densidade e equilíbrio à apresentação, combinando suavidade e intensidade em uma construção sonora que já posiciona o trio como um dos mais promissores do Distrito Federal.



No setlist, músicas do primeiro EP — gravado no tradicional Estúdio Montanna, em Taguatinga — evidenciaram a identidade da banda. Faixas como “Vento Áureo”, “Fome Insaciável” e “Admirável Romance Novo” revelaram um lirismo simultaneamente delicado e ácido, enquanto composições como “Soneto de Isabel” e “Street Fighter 3 Alpha” trouxeram uma energia bruta e agridoce. Já “Chernobyl” e “Varginha 1996” mergulharam em uma estética mais experimental, flertando com o surreal e o caótico. O repertório ainda incluiu releituras de artistas internacionais como Mike Krol (“Fifteen Minutes”) e Mom Jeans (“Death Cup”), além de referências nacionais como Lupe de Lupe e Chocokorn and the Sugarkanes. Como surpresa, a banda apresentou uma versão de “Last Nite”, do The Strokes, evocando o espírito de uma geração em formação.

O palco dessa experiência foi o 80's Pub, espaço comandado pela produtora e DJ Jully Dourado. O local vem se consolidando como um dos ambientes mais charmosos e culturalmente relevantes da região, oferecendo uma curadoria musical criteriosa que contempla DJs, bandas covers, tributos e projetos autorais. Com drinks exclusivos, cerveja sempre gelada e petiscos criativos, o pub também aposta em uma decoração vintage e em uma atmosfera acolhedora, além de promover karaokês concorridos às quintas-feiras — elementos que ajudam a fortalecer sua identidade como polo cultural alternativo.

Abrindo a programação, um tributo à icônica Joy Division trouxe à tona a intensidade emocional que marcou a trajetória de Ian Curtis. A apresentação, sincera e visceral, dialogou diretamente com o legado da banda inglesa e ainda surpreendeu o público com releituras criativas, incluindo “Ainda é Cedo”, da Legião Urbana, em uma versão que se afastou das influências da The Cartoons. O repertório também incluiu homenagens à banda paulista Ludovic, com as faixas “Eu Fiz Pouco Caso de um Gênio” e “Janeiro Continua Sendo o Pior dos Meses”, ampliando o diálogo entre diferentes gerações e vertentes do rock alternativo nacional.

Mais do que um simples evento, a noite no 80’s Pub reforçou a vitalidade da cena independente de Ceilândia e sua capacidade de reinventar linguagens, formar público e projetar novos talentos. Em um cenário onde tradição e inovação caminham lado a lado, o que se viu foi a consolidação de um movimento que pulsa com autenticidade — e que, ao que tudo indica, ainda tem muito a dizer.


“Do Emo Caipira ao Joy Division: A Resistência Sonora do 80’s Pub em Ceilândia”  

quinta-feira, 30 de abril de 2026

MENTES SEM LEMBRANÇAS - 🔥 CEILÂNDIA VAI SENTIR ESSA ONDA SONORA! 🔥 NO 80'S PUB


 🔥 CEILÂNDIA VAI SENTIR ESSA ONDA SONORA! 🔥


Prepare o coração e afine a nostalgia: vem aí uma tarde/noite intensa de EMO • INDIE • PÓS-PUNK no 80’s PUB! 🎸🖤

No palco:

✨ MENTES SEM LEMBRANÇAS
Direto da nova cena alternativa, a banda chega como um grito sincero em meio ao “rock triste” nacional. Formada em 2025 por Miguel (bateria), Liz França (baixo e vocal) e Davi Cecílio (guitarra e vocal), mistura a urgência do Midwest emo, a melancolia do emo caipira e a energia crua do indie rock noventista.
Influências de Dinosaur Jr, Sonic Youth, Pixies, American Baseball e muito sentimento transformado em barulho bonito. Para quem já se sentiu deslocado e encontrou abrigo nas guitarras. 💔⚡

Aquele Tributo especial ao Joy Division, celebrando a atmosfera sombria e atemporal de uma das bandas mais influentes da história.

🎧 DJ Jully Dourado nos intervalos, segurando a vibe lá no alto!

📍 03/05 (sábado)
🕓 16h
📌 80’s PUB
QNO 15 Conjunto A Lj 09
(Em frente ao Terminal do Setor O)

💥 ENTRADA FRANCA

Chama a galera, separa o look preto, passa o delineador torto e cola pra viver essa tarde de guitarras, nostalgia e emoção real. 🖤


#Emo #IndieRock #PosPunk #PostPunk #MidwestEmo #RockAlternativo #RockBrasilia #Ceilandia #SetorO #80sPub #JoyDivision #TributoJoyDivision



segunda-feira, 27 de abril de 2026

MENTES SEM LEMBRANÇAS NO 80'S PUB

Mentes Sem Lembrança
 Emo bruto, indie lo-fi e distorção sentimental

Formada em 2025 por Miguel (bateria), Liz França (baixo e vocal) e Davi Cecílio (guitarra e vocal), a Mentes Sem Lembrança surge como um suspiro sincero em meio à nova onda do rock triste nacional. Com letras que soam como páginas arrancadas de um diário amassado, a banda mistura a crueza do Midwest emo, a melancolia do chamado "emo caipira", e a energia desajustada do indie rock dos anos 90.
Influenciados por gigantes como Dinosaur Jr., Sonic Youth, Pixies e bandas do submundo sentimental do emo, o trio entrega canções com distorções sujas, vocais viscerais e melodias que flertam com a nostalgia — mas sem cair na armadilha da repetição.
O som da Mentes Sem Lembrança é feito para quem se sente meio fora do lugar, mas encontra abrigo nas guitarras desafiadoras, nas linhas de baixo sinceras, baterias furiosas e agridoces e nos versos que doem de um jeito bom.
A nova cara do emo brasileiro tem sotaque, sentimento e muito barulho pra fazer.

EMO • INDIE • PÓS-PUNK no 80’s PUB! 

com as bandas 
MENTES SEM LEMBRANÇAS 
e a participação especial da banda
 NEVER HAD 
(tributo ao JOY DIVISION)  

A crueza do Midwest emo, a melancolia do  "emo caipira", e a energia desajustada do indie rock dos anos 90

🎧 DJ Jully Dourado nos intervalos
📍 03/05 (sábado)
🕓 16h

📌 80’s PUB
QNO 15 Conjunto A Lj 09
(Em frente ao Terminal do Setor O)

💥 ENTRADA FRANCA