terça-feira, 5 de maio de 2026

BARBARELLA B: O TRANSE URBANO DA PERIFERIA CANDANGA

 

Barbarella B: o transe urbano da periferia candanga

Há bandas que não apenas tocam, mas instauram atmosferas. A Barbarella B, formada em 1996 e hoje quinteto, é dessas raras forças que transformam o palco em ritual e a música em manifesto. Seu nome, inspirado na heroína sensual dos quadrinhos psicodélicos dos anos 60, já anuncia a viagem: ficção científica, delírio pop e contracultura. Mas é no asfalto de Ceilândia que essa ficção encontra coração e voz.

No Rock Periférico, na Casa do Cantador, a banda mostrou por que é uma das mais autênticas da cena independente do Distrito Federal. Com faixas como Incansável Morador de Ceilândia e Trem Fantasma, costuradas por relatos poéticos e letras beatniks, o grupo levou o público a um transe urbano. Cada música foi encenada como pequena peça teatral, onde as dores e os sonhos da periferia se tornaram corpo e discurso. O público não apenas assistiu: participou de um grito coletivo, um chamado de resistência e identidade.

A sonoridade da Barbarella B é um laboratório vivo. Inicialmente power trio, depois quarteto e agora quinteto, incorporando Lizz França, filho do vocalista, no baixo, violão e sintetizador, além de backing vocals harmonicamente incindentais. O grupo faz um rock alternativo dançante que mistura o garage rock dos anos 60, o soul e a black music dos anos 70, R'n'B, o samba-rock nacional e a psicodelia viajante. Um tropicalismo de vanguarda, é um powerpop de refrões ritmados, riffs distorcidos e grooves pesados, que dialoga tanto com Kinks e Small Faces, Jorge Ben e Tim Maia, quanto com o folclore candango. Suas letras falam de cotidiano, lendas urbanas e personagens históricos: da chacina de trabalhadores na construção de Brasília, a tragédia da construtora Pacheco Fernandes ao caso Mário Eugênio, da truculência da GEB às origens das cidades-satélites ao assassinato de Ana Lídia. Tudo se transforma em mitologia periférica, em arquétipos de conduta moral, em poesia marginal.

Essa fusão de estilos e narrativas faz da Barbarella B uma banda vanguardista, que não se limita a repetir fórmulas, mas reinventa tradições sob um olhar contemporâneo. É rock dançante e ácido, urbano e sincero, que valoriza o autoral e abre espaço para o novo. Não por acaso, a banda não apenas participa de festivais — como Cult 22, Ferrock, Módulo B e Carnarock — mas também organiza e produz eventos, como o Rock na Rua! e Festival Módulo B, além de mostras de fanzines e oficinas, incentivando outras bandas independentes a ocuparem o palco e a cena. Sua trajetória é marcada por coletâneas, EPs e presenças em festivais que consolidam sua relevância nacional, mas é na Ceilândia que sua força se revela mais intensa: como guardiã de uma cultura que insiste em nascer nas margens.

A Barbarella B é mais que música: é performance, é resistência, é celebração da periferia como centro criativo. Sua arte é um convite a dançar e pensar, a sentir e refletir. É a prova de que o rock candango não é apenas sobrevivência, mas invenção — e que das ruas de Ceilândia brota um som capaz de incendiar corpos e consciências.

ROCK NA RUA!



ROCK NA RUA! – A Revolução Começa na Rua

O ROCK NA RUA! nasceu da inquietação e da visão de Robson Gomes, músico da banda Barbarella B, que desde os anos 1990 transformava as ruas em palco. Em frente à sua casa e de amigos, Robson reunia ensaios de sua banda autoral Bloody Clouds e de outros grupos locais, criando um espaço espontâneo de música e convivência. Essa iniciativa pioneira, marcada por sua credibilidade e talento, inspirou diversas tentativas semelhantes, mas nenhuma conseguiu reproduzir o mesmo brilho e força cultural que ele imprimiu.

Em 2004, essa prática informal se formalizou como projeto, consolidando-se sob a bandeira da cooperativa de bandas e artistas das cidades-satélites, o MÓDULO B. O objetivo era claro: enfrentar a crônica falta de espaços para apresentações, dar voz aos artistas independentes e aproximar a música de seu público, promovendo cidadania e inclusão social por meio da cultura.

Objetivos e Impacto
Divulgação dos artistas locais e suas manifestações autorais.
Interação direta com o público, em ambientes informais e acessíveis.
Exercício da cidadania pela cultura, oferecendo lazer e reflexão.
Solidariedade, com arrecadação de agasalhos, alimentos, brinquedos e livros para bibliotecas comunitárias.
Onde Acontece
As apresentações acontecem em espaços abertos e democráticos:
Em frente a casas e quiosques
Nas ruas e praças
A céu aberto, sem cobrança de ingresso
O público é formado por convidados das bandas, admiradores do projeto e transeuntes que se deixam envolver pela energia da música.
Legado
O concreto já rachou há muito tempo e as ruas do Distrito Federal foram tomadas pela força criativa das bandas da MÓDULO B. O ROCK NA RUA!, idealizado e impulsionado por Robson Gomes, é mais que um projeto cultural: é uma revolução sonora e social que continua ecoando.
Fique atento: a revolução pode estar começando numa rua perto de você!
ROCK NA RUA! – A Crônica de Uma Revolução Sonora
Nos anos 1990, quando o concreto das cidades-satélites ainda parecia sufocar os sonhos, um jovem músico chamado Robson Gomes, da banda Barbarella B, ousou abrir as janelas da própria casa e transformar a rua em palco. Ali, em frente às portas de amigos e vizinhos, ecoavam os ensaios da sua banda autoral Bloody Clouds e de outros grupos que compartilhavam a mesma fome de expressão. O som atravessava os muros, misturava-se ao cotidiano e criava uma atmosfera de liberdade.
Não era apenas música: era resistência. Era a afirmação de que a arte não precisa pedir licença para existir. Robson, com sua credibilidade e brilho, deu forma a um movimento que inspirou outros, mas que nunca foi igualado em intensidade e autenticidade. O que começou como encontros informais, em 2004 se consolidou como projeto: nascia oficialmente o ROCK NA RUA!, fruto da inquietação e da força criativa que Robson irradiava, abraçado pela cooperativa de bandas e artistas MÓDULO B.
O ROCK NA RUA! carrega em sua essência a urgência de dar voz aos artistas locais, de aproximar a música de quem caminha distraído pelas ruas, de provocar encontros inesperados entre público e criadores. É um projeto que não apenas apresenta canções, mas também semeia cidadania e solidariedade.

Objetivos e Impacto  
Divulgação dos artistas locais e suas manifestações autorais.
Interação direta com o público, em ambientes informais e acessíveis.
Exercício da cidadania pela cultura, oferecendo lazer e reflexão.
Solidariedade, com arrecadação de agasalhos, alimentos, brinquedos e livros para bibliotecas comunitárias.

Onde Acontece  
As apresentações acontecem em espaços abertos e democráticos:
Em frente a casas e quiosques
Nas ruas e praças
A céu aberto, sem cobrança de ingresso

O público é formado por convidados das bandas, admiradores do projeto e transeuntes que se deixam envolver pela energia da música.

Legado  
O concreto já rachou há muito tempo e as ruas do Distrito Federal foram tomadas pela força criativa das bandas da MÓDULO B. O ROCK NA RUA!, idealizado e impulsionado por Robson Gomes, é mais que um projeto cultural: é uma revolução sonora e social que continua ecoando.

Fique atento: a revolução pode estar começando numa rua perto de você!

ROCK NA RUA! – Memórias de uma Revolução Sonora
Eu me lembro bem. Era início dos anos 90 e as ruas das cidades-satélites pareciam cinzentas, sufocadas pelo concreto. Mas havia algo que insistia em pulsar dentro de mim: a música. Em frente à minha casa, e depois na de amigos, começamos a ensaiar com a Bloody Clouds, minha banda autoral. O som ecoava pelas paredes, atravessava os portões e chamava a atenção dos vizinhos. Logo, outras bandas se juntaram, e a rua virou palco.

Não havia estrutura, não havia patrocínio, não havia nada além da vontade de tocar e de ser ouvido. E foi assim que nasceu a semente do que mais tarde se tornaria o ROCK NA RUA!. Era resistência, era ousadia, era a certeza de que a arte não pede licença para existir.

Os anos passaram, e em 2004 aquilo que começou como encontros informais se transformou em projeto oficial. O que antes era apenas a inquietação de um músico e seus amigos ganhou corpo com a cooperativa de bandas e artistas MÓDULO B. Mas nunca deixei de sentir que o coração do movimento estava lá, naquela primeira guitarra distorcida que ecoou na rua, naquela bateria improvisada que fez os vizinhos abrirem as janelas para ouvir.

Objetivos e Impacto  
O ROCK NA RUA! nasceu para divulgar os artistas locais e suas manifestações autorais.
Para criar interação direta com o público, em ambientes informais e acessíveis.
Para exercer a cidadania pela cultura, oferecendo lazer e reflexão.
E para praticar a solidariedade, arrecadando agasalhos, alimentos, brinquedos e livros destinados a bibliotecas comunitárias.

Onde Acontece  
As apresentações acontecem em espaços abertos e democráticos:
Em frente a casas e quiosques
Nas ruas e praças
A céu aberto, sem cobrança de ingresso

O público é formado por convidados das bandas, admiradores do projeto e transeuntes que se deixam envolver pela energia da música.

Legado  
O concreto já rachou há muito tempo e as ruas do Distrito Federal foram tomadas pela força criativa das bandas da MÓDULO B. O ROCK NA RUA!, idealizado e impulsionado por mim, Robson Gomes, é mais que um projeto cultural: é uma revolução sonora e social que continua ecoando.

Fique atento: a revolução pode estar começando numa rua perto de você!
ROCK NA RUA! – Crônica de um Palco Improvisado
Era uma tarde abafada nos anos 90. O sol queimava o asfalto da cidade-satélite e eu, Robson Gomes, arrastava meu amplificador até a calçada em frente à minha casa. “Vai dar certo”, eu dizia para mim mesmo, enquanto os vizinhos olhavam curiosos. A guitarra da Bloody Clouds começava a soar, e logo a bateria improvisada ecoava como trovão.

— “Robson, vocês vão ensaiar aqui mesmo?” — perguntou um amigo, rindo, já com o baixo pendurado no ombro.
— “Aqui e em qualquer lugar. Se não há palco, a rua é nosso palco.”

E assim foi. As primeiras notas atravessaram os muros, chamaram os vizinhos para fora, atraíram amigos e desconhecidos. A rua virou plateia. A música, resistência. Aquele improviso era mais do que ensaio: era um manifesto.

Nos dias seguintes, outras bandas se juntaram. As casas viraram quiosques sonoros, as esquinas se tornaram arenas. Eu sabia que algo maior estava nascendo. Não era só sobre tocar — era sobre ocupar, sobre existir.

Em 2004, aquilo que começou como rebeldia informal se transformou em projeto oficial. O ROCK NA RUA! ganhava nome, corpo e força com a cooperativa de bandas e artistas MÓDULO B. Mas a essência continuava a mesma: a rua como palco, a música como bandeira, a cultura como arma de cidadania.

Objetivos e Impacto  
O ROCK NA RUA! nasceu para divulgar os artistas locais e suas manifestações autorais.
Para criar interação direta com o público, em ambientes informais e acessíveis.
Para exercer a cidadania pela cultura, oferecendo lazer e reflexão.
E para praticar a solidariedade, arrecadando agasalhos, alimentos, brinquedos e livros destinados a bibliotecas comunitárias.

Onde Acontece  
As apresentações acontecem em espaços abertos e democráticos:
Em frente a casas e quiosques
Nas ruas e praças
A céu aberto, sem cobrança de ingresso

O público é formado por convidados das bandas, admiradores do projeto e transeuntes que se deixam envolver pela energia da música.

Legado  
O concreto já rachou há muito tempo e as ruas do Distrito Federal foram tomadas pela força criativa das bandas da MÓDULO B. O ROCK NA RUA!, idealizado e impulsionado por mim, Robson Gomes, é mais que um projeto cultural: é uma revolução sonora e social que continua ecoando.

Fique atento: a revolução pode estar começando numa rua perto de você!
ROCK NA RUA! – A Rua Virou Palco
Eu me lembro como se fosse ontem. O calor da tarde fazia o asfalto brilhar e as crianças brincavam de bola na rua. Eu arrastava o amplificador até a calçada, enquanto o vizinho, curioso, espiava por cima do muro.

— “Robson, vai fazer barulho de novo?” — ele perguntou, meio rindo, meio desconfiado.
— “Não é barulho, é música. E hoje a rua vai ser palco.”

A guitarra da Bloody Clouds rasgou o silêncio. As primeiras notas se misturaram ao som da bola batendo no portão, ao apito do vendedor de picolé, ao riso das crianças. Logo, os amigos chegaram com seus instrumentos. A bateria improvisada ecoava como trovão, o baixo vibrava no peito, e os vizinhos, antes reticentes, começaram a se aproximar.

Uma senhora trouxe uma cadeira e se sentou na calçada. Um grupo de adolescentes parou de andar de bicicleta para assistir. Até o cachorro da rua de cima deitou no meio-fio, como se fosse parte da plateia. A rua, de repente, não era mais apenas rua: era palco, era arena, era resistência.

Nos dias seguintes, outras bandas apareceram. Cada esquina virava espetáculo, cada ensaio era um manifesto. Eu sabia que aquilo não era apenas música — era um grito contra o silêncio imposto pela falta de espaços culturais. Era a prova de que a arte não pede licença.

Em 2004, o que começou como rebeldia espontânea se transformou em projeto oficial. Nascia o ROCK NA RUA!, abraçado pela cooperativa de bandas e artistas MÓDULO B. Mas a essência nunca mudou: a rua continuava sendo palco, e o público, parte da revolução.

Objetivos e Impacto  
O ROCK NA RUA! nasceu para divulgar os artistas locais e suas manifestações autorais.
Para criar interação direta com o público, em ambientes informais e acessíveis.
Para exercer a cidadania pela cultura, oferecendo lazer e reflexão.
E para praticar a solidariedade, arrecadando agasalhos, alimentos, brinquedos e livros destinados a bibliotecas comunitárias.

Onde Acontece  
As apresentações acontecem em espaços abertos e democráticos:
Em frente a casas e quiosques
Nas ruas e praças
A céu aberto, sem cobrança de ingresso

O público é formado por convidados das bandas, admiradores do projeto e transeuntes que se deixam envolver pela energia da música.

Legado  
O concreto já rachou há muito tempo e as ruas do Distrito Federal foram tomadas pela força criativa das bandas da MÓDULO B. O ROCK NA RUA!, idealizado e impulsionado por mim, Robson Gomes, é mais que um projeto cultural: é uma revolução sonora e social que continua ecoando.

Fique atento: a revolução pode estar começando numa rua perto de você!
ROCK NA RUA! – Memórias de Uma Revolução Sonora
Capítulo 1 – O Primeiro Acorde
Era início dos anos 90. O sol queimava o asfalto e eu, Robson Gomes, arrastava meu amplificador até a calçada.
— “Robson, vai fazer barulho de novo?” — perguntou Dona Tereza, a vizinha de olhar severo, mas que nunca perdia um ensaio.
— “Não é barulho, Dona Tereza. É música. Hoje a rua vai ser palco.”

A guitarra da Bloody Clouds rasgou o silêncio. Joãozinho, um menino de oito anos, largou a bola de futebol e ficou hipnotizado. Seu Antônio, aposentado, trouxe uma cadeira e se sentou na sombra, murmurando: “Isso é coisa boa, anima a alma.”
Naquele instante, percebi: a rua não era apenas rua. Era palco, era arena, era resistência.

Capítulo 2 – Taguatinga, o Berço
Em Taguatinga, o movimento ganhou corpo. A cada ensaio, mais gente aparecia. Marina, adolescente tímida, começou a escrever poesias inspiradas nas letras das bandas. Carlos, vendedor de picolé, parava o carrinho e distribuía sorvetes como se fosse parte do espetáculo.
Ali, a música não apenas ecoava: ela transformava vidas. Taguatinga foi o berço onde o ROCK NA RUA! aprendeu a respirar.

Capítulo 3 – Riacho Fundo I e II
No Riacho Fundo I, lembro de uma noite em que a energia caiu. Pedro, estudante de engenharia, improvisou velas em garrafas de vidro. O público iluminou a rua, e o show seguiu acústico. Foi mágico: cada acorde parecia uma oração.
No Riacho Fundo II, Luciana, jovem grafiteira, pintava murais enquanto tocávamos. A música e a arte visual se fundiam, e a juventude se apropriava do espaço. Era rebeldia criativa, era bandeira contra o silêncio.

Capítulo 4 – Gama, a Expansão
No Gama, a praça central virou arena. Dona Rosa, líder comunitária, organizava a coleta de alimentos e agasalhos. Miguel, garoto de 12 anos, ajudava a carregar caixas de brinquedos doados.
Não era apenas música: era solidariedade. Cada show era também um gesto de inclusão. O Gama mostrou que o ROCK NA RUA! podia ser maior do que imaginávamos.

Capítulo 5 – Guará, o Encontro
No Guará, o trânsito parou. Motoristas desligaram os carros para ouvir. Fernanda, professora, trouxe seus alunos para assistir. Rafael, entregador de bicicleta, largou a mochila e dançou no meio da rua.
Ali, percebi que o ROCK NA RUA! não era apenas meu sonho. Era de todos. A rua se tornava palco coletivo, e cada rosto refletia a força da música como linguagem universal.

Capítulo 6 – A Formalização
Em 2004, aquilo que começou como rebeldia espontânea se transformou em projeto oficial. O ROCK NA RUA! ganhava nome, corpo e força com a cooperativa de bandas e artistas MÓDULO B. Mas a essência nunca mudou: a rua continuava sendo palco, e o público, parte da revolução.

Objetivos e Impacto
O ROCK NA RUA! nasceu para divulgar os artistas locais e suas manifestações autorais.
Para criar interação direta com o público, em ambientes informais e acessíveis.
Para exercer a cidadania pela cultura, oferecendo lazer e reflexão.
E para praticar a solidariedade, arrecadando agasalhos, alimentos, brinquedos e livros destinados a bibliotecas comunitárias.

Onde Acontece
As apresentações acontecem em espaços abertos e democráticos:

Em frente a casas e quiosques

Nas ruas e praças

A céu aberto, sem cobrança de ingresso

O público é formado por convidados das bandas, admiradores do projeto e transeuntes que se deixam envolver pela energia da música.

Legado
O concreto já rachou há muito tempo e as ruas do Distrito Federal foram tomadas pela força criativa das bandas da MÓDULO B. O ROCK NA RUA!, idealizado e impulsionado por mim, Robson Gomes, é mais que um projeto cultural: é uma revolução sonora e social que continua ecoando.

Fique atento: a revolução pode estar começando numa rua perto de você!


 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

EQUIPOS












 

NICO - VELVET UNDERGROUND



O Velvet Underground & Nico

Após Andy Warhol se tornar o empresário do Velvet Underground, ele propôs que o grupo teria Nico como vocalista. O grupo concordou, apesar de uma considerável relutância, devido a razões pessoais e musicais — John Cale, do grupo, descreveu Nico como "tone deaf", algo como: "quem não tem ouvido". Apesar disso, ele iria ter papel fundamental na carreira solo de Nico. O grupo, incluindo Nico, tornaram-se os acompanhadores pessoais para a "Exploding Plastic Inevitable", um show experimental e alternativo de Andy Warhol, que misturava música, filme, dança e pop art.

Nico fez o vocal principal em três músicas ("Femme Fatale", "All Tomorrow's Parties" e "I'll Be Your Mirror") e providenciou o backing vocal em ("Sunday Morning") no álbum de estréia da banda: The Velvet Underground and Nico. Lançado no ano de 1967, o álbum foi fundamental para o aparecimentos de muitos gêneros musicais, incluindo o punk rock e New Wave.

Nico teve uma breve relação romântica com o vocalista e compositor, Lou Reed. Nesse mesmo período, ela esteve envolvida em relações amorosas com outros músicos, incluindo CaleJackson BrowneBrian JonesTim BuckleyBob Dylan e também com Iggy Pop.

Pouco tempo após a turnê que se seguiu, a Exploding Plastic Inevitable, saiu de cena no começo de 1967, Nico e o Velvet Underground foram para caminhos diferentes. Tanto Lou Reed como John Cale tocaram em partes significantes do projeto solo de Nico. Nos próximos 20 anos que seguiram-se, ela gravou uma série de álbuns bem aclamados pela crítica, trabalhando em coisas parecidas com Brian Eno e Phil ManzaneraJohn Cale esteve particularmente envolvido nas músicas de Nico, produzindo quatro de seus álbuns, como também fazendo arranjos e tocando diversos instrumentos nas gravações.



Nico foi viciada em heroína por mais de quinze anos. O biógrafo Richard Witts especulou que o vício de Nico se deu por suas experiências traumáticas de guerra, ainda durante sua infância, e também por ser uma criança ilegítima.

No dia 18 de julho de 1988, enquanto estava em férias com o seu filho em Ibiza, na Espanha, Nico teve um ataque cardíaco enquanto andava de bicicleta e, na queda, bateu a cabeça. O motorista de um táxi que passava a encontrou inconsciente e teve dificuldade para conseguir encontrar um hospital que a atendesse em Ibiza, pois Nico não tinha plano de saúde.

Incorretamente, ela foi diagnosticada por ter sofrido insolação, e morreu no dia seguinte. O exame de raio-X, mais tarde, acabou revelando uma severa hemorragia cerebral, que foi o que lhe causou a morte.

Nico foi enterrada no "Friedhof Grunewald-Forst" em Berlin. Alguns amigos colocaram uma fita da música "Mütterlein", uma música de seu álbum "Desertshore", em seu funeral.




 

PÓS-PUNK DJ SET NO 80'S PUB

 





MENTES SEM LEMBRANÇAS NO 80'S PUB


 MENTES SEM LEMBRANÇAS E TRIBUTO AO JOY DIVISION NO 80'S PUB


Um dia de domingo qualquer de maio, show de rock de adolescentes para adolescentes, na maior cidade-satélite de Brasília, Ceilândia que por muitos é conhecida por "Ceilondres" pela peculiaridade de esbanjar estilo, vanguarda, coragem e personalidade e também, por seus dias de outono e inverno em que o arrebol nos brinda com uma névoa onírica que resiste aos primeiros raios de sol confundindo-se facilmente com o fog britânico.






Essa metrópole do centro-oeste que produziu as maiores bandas do Distrito Federal e figura no pioneirismo de vários estilos, não só no rock, mas na cultura popular, samba, reggae, punk, hardcore e heavy metal. Além do cinema já ter ultrapassado fronteiras nunca dantes navegadas pelo cinema periférico. 






Neste 3 de maio, Ceilândia se tornou a capital do Rock Triste, a banda Mentes sem Lembranças apresentou o seu emo caipira, uma releitura brasileira do midwest emo forte no underground juvenil, com personalidade e sentimento à flor da pele, com influências do indie rock anos 90 e anos 2000, com o clássico pós-punk que refletiu o niilismo dos anos 80, a banda desfilou canções autorais cheias de força, dor, luz, trevas e bublegum  com os dois vocalistas, Lizz França no baixo e Davi Cecílio na guitarra, ambos canhotos revezando seus vocais ora agudos, ora graves demonstrando harmonia presente apenas em bandas experientes, tudo isso com o peso rítmico e delineado, suave e intenso de Miguel Freitas na bateria completando o que hoje já é o melhor power trio do DF.





Apresentaram músicas de seu primeiro EP, gravado no Estúdio Montanna em Taguatinga, localizado no icônico Ed. Paranoá Center. Canções singelas e ácidas como, Vento Áureo, Fome Insaciávele e Admirável Romance Novo. Brutas e agridoces como, Soneto de Isabel e Street Fighter 3 Alpha e lucidamente loucas como, Chernobyl e Varginha 1996.  além de covers de Mike Krol "Fifteen minutes" e Mom Jeans "Death Cup" e expoentes nacionais como Lupe de Lupe e Chocokorn and the Sugarkanes. E a surpresa da tarde de domingo legal ficou para "Last Nite" dos Strokes, surgindo como o clássico de uma geração púbere. A intensidade posiciona Ceilândia como protagonista cultural e a originalidade da banda Mentes sem Lembranças dialoga com a atmosfera melancólica do pós-punk e o peso simbólico do tributo ao Joy Division.


O 80's PUB, da produtora e DJ Jully Dourado, tem se consolidado como o espaço mais charmoso e cult de Ceilândia, com drinks personalíssimos, cerveja gelada e petiscos delirantes, com programação farta e com curadoria rigorosa, recebe os melhores dj's da cidade, bandas covers, tributos e autorais de todas as gerações, abrindo espaço para veteranos e novatos na cena, conhecidos e desconhecidos que enriquecem com grande contribuição a noite brasiliense, além de um karaokê divertidíssimo às quintas, sua decoração vintage torna o ambiente mais agradável ainda sempre com uma seleção sofisticada no som ambiente.




Abrindo a tarde de rock dominical, relembrando os tempos áureos de matiné com shows riquíssimos, tivemos um tributo ao Joy Division sincero e visceral como a banda de Ian Curtis merece, ainda brindaram a platéia com uma versão personalíssima de "Ainda é cedo" da Legião Urbana, esquivando-se do arranjo da banda inglesa The Cartoons para Love is the drug, que "inspirou" a banda oitentista brasiliense. E outra surpresa foram duas covers da banda paulista Ludovic, "Eu fiz pouco caso de um gênio" e "Janeiro continua sendo o pior dos meses".





Domingo, 3 de maio, Ceilândia — ou “Ceilondres”, como carinhosamente é apelidada por sua aura cosmopolita e ousada — transformou-se em palco de uma celebração musical que misturou nostalgia, experimentação e juventude. A cidade-satélite, conhecida por sua força cultural e por ter revelado algumas das maiores bandas do Distrito Federal, respirou rock em cada esquina, envolta naquela neblina outonal que remete ao fog londrino e reforça sua identidade única.


O destaque da noite foi a apresentação da banda Mentes sem Lembranças, que trouxe ao público seu “emo caipira” — uma fusão ousada entre o midwest emo norte-americano e a sensibilidade brasileira. Com influências que vão do indie dos anos 90 e 2000 ao pós-punk melancólico dos anos 80, o trio mostrou maturidade e intensidade raras. Lizz França (baixo) e Davi Cecílio (guitarra), ambos canhotos e alternando vocais agudos e graves, criaram uma atmosfera de contraste e harmonia. A bateria de Miguel Freitas completou o espetáculo com precisão e energia, consolidando o grupo como um dos power trios mais promissores da cena brasiliense.



O repertório foi um passeio por emoções cruas e poéticas: faixas de seu primeiro EP, gravado no Estúdio Montanna em Taguatinga, como “Vento Áureo”, “Fome Insaciável” e “Admirável Romance Novo”, mostraram delicadeza e acidez. Já músicas como “Soneto de Isabel” e “Street Fighter 3 Alpha” trouxeram peso e amargor, enquanto “Chernobyl” e “Varginha 1996” revelaram uma irreverência quase delirante. O público ainda vibrou com covers de Mike Krol, Mom Jeans, Lupe de Lupe e Chocokorn and the Sugarkanes, além da surpresa explosiva de “Last Nite”, dos Strokes, que incendiou a plateia adolescente.



O 80’s Pub, comandado pela produtora e DJ Jully Dourado, reafirmou sua posição como o espaço mais cult e charmoso de Ceilândia. Com drinks autorais, cerveja gelada e petiscos irresistíveis, o bar se tornou referência em curadoria musical, recebendo tanto veteranos quanto novatos da cena. Sua decoração vintage e programação variada — que inclui até karaokê às quintas — criam um ambiente sofisticado e acolhedor, perfeito para encontros musicais memoráveis.

Abrindo a tarde, um tributo ao Joy Division emocionou pela sinceridade e intensidade, honrando o legado sombrio e poético de Ian Curtis. O público ainda foi presenteado com uma versão única de “Ainda é cedo”, da Legião Urbana, e com duas pérolas da banda paulista Ludovic: “Eu fiz pouco caso de um gênio” e “Janeiro continua sendo o pior dos meses”. Foi uma celebração que uniu gerações, estilos e sentimentos, reafirmando Ceilândia como epicentro cultural e musical do Distrito Federal.



Ceilondres em Chamas: Emo Caipira, Pós-Punk e Tributo ao Joy Division no 80’s Pub


“Rock, Emo e Pós-Punk: O Domingo que Transformou Ceilândia no Epicentro Musical do DF”  




MENTES SEM LEMBRANÇAS E TRIBUTO AO JOY DIVISION TRANSFORMAM O 80’S PUB EM EPICENTRO DO ROCK ALTERNATIVO NO DF

Em um domingo aparentemente comum de maio, a cena musical da Ceilândia ganhou novos contornos e reafirmou sua vocação para o protagonismo cultural. O que poderia ser apenas mais um encontro juvenil se revelou um acontecimento simbólico: um show de rock feito por adolescentes e para adolescentes, carregado de identidade, estética e atitude. Não por acaso, a cidade — carinhosamente apelidada de “Ceilondres” — mais uma vez fez jus ao nome, exibindo sua aura vanguardista, sua ousadia estética e uma personalidade que dialoga diretamente com o imaginário de uma grande metrópole. Em dias de outono e inverno, quando a névoa matinal se mistura aos primeiros raios de sol, o cenário urbano parece mesmo evocar o clima melancólico e enevoado de cidades inglesas, criando o pano de fundo perfeito para o florescimento de uma cena alternativa autêntica.

SET LIST da matiné
1-Philipe Coutinho no Liverpool
2-Vento Áureo
3-Fome Insaciável 
4-Admirável Romance Novo
5-Taiga - Chocokorn
6-Fiat marea - Chocokorn
7-Dom Bosco - Chocokorn
8-Last nite - The Strokes
9-Gaúcha - Lupe
10-Chernobyl 
11-Varginha 1996
12-Carro de lata - Chocokorn
13-Soneto de Isabel 
14-Street Fighter 3 Alpha
15-Death Cup - Mom jeans

bis
16-Fogo fatuo - Lupe de lupe
17-Fifteen minutes - Mike Krol 
18-Like a star - Mike Krol




Consolidada como uma das mais importantes incubadoras culturais do Centro-Oeste, Ceilândia carrega no currículo a formação de algumas das bandas mais relevantes do Distrito Federal, lar de bandas como Barbarella b, Terno Elétrico, Baratas de Chernobyl, Os Maltrapilhos, entre outras, além de desempenhar papel fundamental no desenvolvimento de múltiplas vertentes artísticas. Do rock ao samba, do reggae ao punk, passando pelo hardcore e heavy metal, a cidade construiu uma trajetória marcada pela diversidade e pelo pioneirismo. Esse mesmo espírito transborda para outras linguagens, como o cinema periférico, que já ultrapassou fronteiras antes inimagináveis, projetando narrativas locais para além do circuito regional.



Foi nesse contexto efervescente que, no dia 3 de maio, Ceilândia assumiu simbolicamente o posto de “capital do rock triste”. A banda Mentes Sem Lembranças subiu ao palco com uma proposta estética que mescla sensibilidade e contundência: o chamado “emo caipira”, uma releitura brasileira do midwest emo que ganha força no underground jovem. Com influências que transitam entre o indie rock das décadas de 1990 e 2000 e o pós-punk que ecoa o niilismo dos anos 80, o grupo apresentou um repertório autoral intenso, carregado de emoções contrastantes — da dor à leveza, da escuridão ao brilho pop.



O destaque da performance ficou por conta da dinâmica vocal e instrumental de Lizz França e Davi Cecílio, ambos canhotos, que alternaram entre registros agudos e graves com precisão e harmonia dignas de grupos mais experientes. A base rítmica, conduzida por Miguel Freitas, conferiu densidade e equilíbrio à apresentação, combinando suavidade e intensidade em uma construção sonora que já posiciona o trio como um dos mais promissores do Distrito Federal.



No setlist, músicas do primeiro EP — gravado no tradicional Estúdio Montanna, em Taguatinga — evidenciaram a identidade da banda. Faixas como “Vento Áureo”, “Fome Insaciável” e “Admirável Romance Novo” revelaram um lirismo simultaneamente delicado e ácido, enquanto composições como “Soneto de Isabel” e “Street Fighter 3 Alpha” trouxeram uma energia bruta e agridoce. Já “Chernobyl” e “Varginha 1996” mergulharam em uma estética mais experimental, flertando com o surreal e o caótico. O repertório ainda incluiu releituras de artistas internacionais como Mike Krol (“Fifteen Minutes”) e Mom Jeans (“Death Cup”), além de referências nacionais como Lupe de Lupe e Chocokorn and the Sugarkanes. Como surpresa, a banda apresentou uma versão de “Last Nite”, do The Strokes, evocando o espírito de uma geração em formação.

O palco dessa experiência foi o 80's Pub, espaço comandado pela produtora e DJ Jully Dourado. O local vem se consolidando como um dos ambientes mais charmosos e culturalmente relevantes da região, oferecendo uma curadoria musical criteriosa que contempla DJs, bandas covers, tributos e projetos autorais. Com drinks exclusivos, cerveja sempre gelada e petiscos criativos, o pub também aposta em uma decoração vintage e em uma atmosfera acolhedora, além de promover karaokês concorridos às quintas-feiras — elementos que ajudam a fortalecer sua identidade como polo cultural alternativo.

Abrindo a programação, um tributo à icônica Joy Division trouxe à tona a intensidade emocional que marcou a trajetória de Ian Curtis. A apresentação, sincera e visceral, dialogou diretamente com o legado da banda inglesa e ainda surpreendeu o público com releituras criativas, incluindo “Ainda é Cedo”, da Legião Urbana, em uma versão que se afastou das influências da The Cartoons. O repertório também incluiu homenagens à banda paulista Ludovic, com as faixas “Eu Fiz Pouco Caso de um Gênio” e “Janeiro Continua Sendo o Pior dos Meses”, ampliando o diálogo entre diferentes gerações e vertentes do rock alternativo nacional.

Mais do que um simples evento, a noite no 80’s Pub reforçou a vitalidade da cena independente de Ceilândia e sua capacidade de reinventar linguagens, formar público e projetar novos talentos. Em um cenário onde tradição e inovação caminham lado a lado, o que se viu foi a consolidação de um movimento que pulsa com autenticidade — e que, ao que tudo indica, ainda tem muito a dizer.


“Do Emo Caipira ao Joy Division: A Resistência Sonora do 80’s Pub em Ceilândia”