RADAR SATÉLITE
um novo olhar sobre o outro um outro olhar sobre o novo
quinta-feira, 21 de maio de 2026
BLOODY CLOUDS
Logotipo estilizado com as palavras Bloody Clouds, transformado a partir do desenho original. Ele mantém o espírito artesanal e psicodélico das letras, com curvas orgânicas e um visual que remete aos pôsteres de rock alternativo dos anos 70 — perfeito para representar uma banda com estética lo-fi e atitude independente.
MENTES SEM LEMBRANÇAS - EMO CAIPIRA DE CEILÂNDIA
terça-feira, 19 de maio de 2026
BLOODY CLOUDS - A BRAZILIAN GUITAR BAND 1990-1995
Nascida da chuva
A banda nasceu em um dia de chuva. e em ceilândia, a chuva não é apenas água que cai: é presença, é decisão, é destino. era 1990, os anos 80 tinham se despedido, e nós, que crescemos ouvindo o pós-punk, a new wave e o pop daquela década, não queríamos repetir o som herdado. o início de uma nova era trazia consigo a promessa de um novo caminho, e mesmo sem saber onde ele nos levaria, queríamos estar lá, escrevendo nossa parte na história.
Havia uma peculiaridade: cantar em inglês. talvez fosse rebeldia, talvez fosse cosmopolitismo, talvez fosse apenas a vontade de disfarçar a sinceridade em um idioma que nos permitisse falar de coisas íntimas sem nos expor por completo. havia também o sonho de atravessar fronteiras, de levar nossa música além do Brasil, mas o desejo mais profundo era outro: mostrar que nosso som tinha força, que em termos de criação, performance, composição, musicalidade e execução, não ficávamos atrás de ninguém. queríamos que cada acorde fosse prova de que ceilândia podia dialogar com o mundo, que nossa arte era capaz de se erguer ao lado dos contemporâneos estrangeiros.
Essa é a poesia que nasceu da chuva: uma mistura de raízes locais e horizontes globais, de rebeldia e lirismo, de intimidade e ambição. ceilândia foi o ponto de partida, mas a música sempre apontou para além, como se cada nota fosse uma gota que insiste em cair, lembrando que da chuva também nasce a vida.
OS SILVAZ
A nostalgia dos anos 80 ganha vida com Os SilvaZ, banda que presta tributo a uma das formações mais influentes da música britânica: The Smiths, além da carreira solo de seu icônico vocalista Morrissey.
No palco, Bruno Z (voz), Crisanto Reis (guitarra), Robson Gomes (guitarra), João Velozo (baixo) e Gil Pedro (bateria) conduzem o público por uma viagem sonora que mistura hits consagrados, lados B raros e canções que marcaram gerações.
Prepare-se para dançar e cantar ao som do melhor do Indie, New Wave e Post-Punk inglês. Uma noite especial, embalada por estilo e nostalgia, onde “há uma luz que nunca se apaga” e a poesia se eterniza entre melodias inesquecíveis.
Na última noite, o palco foi tomado por uma atmosfera de pura nostalgia. Os SilvaZ entregaram um espetáculo que fez jus ao legado de The Smiths e à carreira solo de Morrissey.
Com Bruno Z à frente dos vocais, a banda recriou a melancolia vibrante que marcou os anos 80. Crisanto Reis e Robson Gomes, nas guitarras, deram vida às texturas características do jangle pop, enquanto João Velozo e Gil Pedro sustentaram a base rítmica com precisão e energia.
O público cantou junto em clássicos como “There Is a Light That Never Goes Out”, vibrou com lados B surpreendentes e se emocionou com canções que permanecem vivas na memória afetiva de gerações. Foi uma noite em que o Indie, o New Wave e o Post-Punk se entrelaçaram em pura celebração.
Mais do que um tributo, o show reafirmou que a chama da melancolia incrivelmente bela ainda dança nos corações nostálgicos. A poesia, entrelaçada às melodias, mostrou-se eterna — e Os SilvaZ provaram que sabem como reacender essa luz.