terça-feira, 19 de maio de 2026

BLOODY CLOUDS - A BRAZILIAN GUITAR BAND 1990-1995

 


A banda que nasceu da chuva
A banda começou em um dia de chuva. e um dia de chuva em Ceilândia não é apenas um detalhe climático: é quase um prenúncio, uma marca que se infiltra na vida e nas decisões daquele instante. era 1990, as chuvas de verão já anunciavam sua chegada, os anos 80 tinham acabado e, embora tivéssemos crescido embalados pelo pós-punk, pela new wave e pelo pop daquela década, não queríamos repetir o mesmo som. o início de uma nova era trazia a promessa de um novo caminho, e desejávamos fazer parte disso, mesmo sem saber ao certo onde iria nos levar.
Havia uma peculiaridade: queríamos cantar em inglês. talvez fosse rebeldia, talvez fosse um gesto de espírito cosmopolita, ou até uma forma de escapar do peso do rock nacional dos anos 80. para mim, cantar em outro idioma era também uma maneira de disfarçar a sinceridade, de falar de coisas íntimas sem me expor por completo. e, claro, havia a pretensão de um dia alcançar o mundo lá fora, mas havia algo mais profundo: um desejo inconsciente de mostrar que nosso som podia dialogar de igual para igual com os contemporâneos estrangeiros. queríamos que ficasse claro que, em termos de criação, performance, composição, musicalidade e execução, não ficávamos atrás de ninguém.
Essa é a essência da banda que nasceu da chuva: poesia urbana, rebeldia sonora e a busca por um lugar no mundo. Ceilândia foi o ponto de partida, mas a música sempre apontou para horizontes maiores, misturando raízes locais com influências globais.



Nascida da chuva

A banda nasceu em um dia de chuva. e em ceilândia, a chuva não é apenas água que cai: é presença, é decisão, é destino. era 1990, os anos 80 tinham se despedido, e nós, que crescemos ouvindo o pós-punk, a new wave e o pop daquela década, não queríamos repetir o som herdado. o início de uma nova era trazia consigo a promessa de um novo caminho, e mesmo sem saber onde ele nos levaria, queríamos estar lá, escrevendo nossa parte na história.


Havia uma peculiaridade: cantar em inglês. talvez fosse rebeldia, talvez fosse cosmopolitismo, talvez fosse apenas a vontade de disfarçar a sinceridade em um idioma que nos permitisse falar de coisas íntimas sem nos expor por completo. havia também o sonho de atravessar fronteiras, de levar nossa música além do Brasil, mas o desejo mais profundo era outro: mostrar que nosso som tinha força, que em termos de criação, performance, composição, musicalidade e execução, não ficávamos atrás de ninguém. queríamos que cada acorde fosse prova de que ceilândia podia dialogar com o mundo, que nossa arte era capaz de se erguer ao lado dos contemporâneos estrangeiros.



Essa é a poesia que nasceu da chuva: uma mistura de raízes locais e horizontes globais, de rebeldia e lirismo, de intimidade e ambição. ceilândia foi o ponto de partida, mas a música sempre apontou para além, como se cada nota fosse uma gota que insiste em cair, lembrando que da chuva também nasce a vida.



A Bloody Clouds, primeira guitar band de Ceilândia, marcou a cena alternativa brasiliense entre os anos de 1990 e 1995 com sua sonoridade intensa e performances memoráveis. Formada por Robson Gomes (guitarra e vocal), Onilson Nunes (bateria) e Valter Rodrigues (contrabaixo), a banda construiu um repertório que mesclava composições próprias, músicas inéditas e versões de clássicos do rock e pós-punk.

Entre as faixas autorais que conquistaram o público estão “Where’s the Treasure?”, “Short Rouge Hair Shakes”, “As Lies You Say” e “It’s Not Too Late”. O grupo também apresentou inéditas como “Blind”, “Psychedelic Pussycat”, “Lover Overdrive” e “Burning Butterfly”, registradas em gravações caseiras de quatro canais que capturam a energia bruta da banda.


As influências internacionais se refletiam em covers marcantes, como “I Wanna Be Your Dog” (Stooges), “Dreams Never End” (New Order), “Teenage Lust” (The Jesus and Mary Chain), “Bring on the Dancing Horses” (Echo and the Bunnymen), “Secrets” (The Cure) e “Love Will Tear Us Apart” (Joy Division).

Um dos momentos mais emblemáticos foi o show realizado em 1995 no histórico bar Espaço Aberto, em Taguatinga/DF, registrado em vídeo e lembrado pela intensidade das performances de músicas como “The Dreamer” e “I Really Haven’t a Good Life Enough to Someone So Clever”, além da clássica invasão de palco que coroou a apresentação.


A trajetória da Bloody Clouds é parte fundamental da história do rock de Brasília, especialmente nas cidades-satélites, onde o espírito underground encontrou sua voz e energia.


OS SILVAZ

 

Tributo que reacende memórias


A cena musical brasileira ganha um sopro de nostalgia com Os SilvaZ, banda que mergulha fundo no universo de uma das formações mais influentes dos anos 80: The Smiths. O grupo não apenas revisita os clássicos da banda inglesa, mas também celebra a carreira solo de seu icônico vocalista, Morrissey, entregando ao público uma viagem sonora que mistura hits consagrados, lados B preciosos e canções que se tornaram parte da memória afetiva de gerações.


🌟 Quem são Os SilvaZ
Formada por músicos apaixonados pelo legado do indie britânico, a banda é composta por:

Bruno Z – voz marcante que conduz a melancolia e a poesia das canções

Crisanto Reis – guitarra, trazendo texturas que remetem ao jangle pop

Robson Gomes – guitarra, reforçando a densidade sonora

Márcio Villas-Boas – baixo, pulsando o coração rítmico da banda

Gil Pedro – bateria, sustentando a energia que embala a noite

🎤 Uma noite de Indie, New Wave e Post-Punk
O repertório é um convite irresistível para dançar e cantar ao som do melhor do Indie, New Wave e Post-Punk inglês. Cada acorde traz de volta o estilo e a atmosfera que marcaram os anos 80, transformando o palco em um portal para tempos de poesia melancólica e melodias inesquecíveis.





✨ Nostalgia que nunca se apaga
“Há uma luz que nunca se apaga” — e é exatamente essa chama que Os SilvaZ mantêm viva. Em cada interpretação, a banda reafirma que, mesmo em tempos diferentes, a melancolia incrivelmente bela das canções continua a dançar nos corações nostálgicos. É a prova de que a poesia, quando entrelaçada às melodias certas, se eterniza com ainda mais força.



A nostalgia dos anos 80 ganha vida com Os SilvaZ, banda que presta tributo a uma das formações mais influentes da música britânica: The Smiths, além da carreira solo de seu icônico vocalista Morrissey.

No palco, Bruno Z (voz), Crisanto Reis (guitarra), Robson Gomes (guitarra), João Velozo (baixo) e Gil Pedro (bateria) conduzem o público por uma viagem sonora que mistura hits consagrados, lados B raros e canções que marcaram gerações.

Prepare-se para dançar e cantar ao som do melhor do Indie, New Wave e Post-Punk inglês. Uma noite especial, embalada por estilo e nostalgia, onde “há uma luz que nunca se apaga” e a poesia se eterniza entre melodias inesquecíveis.




Na última noite, o palco foi tomado por uma atmosfera de pura nostalgia. Os SilvaZ entregaram um espetáculo que fez jus ao legado de The Smiths e à carreira solo de Morrissey.

Com Bruno Z à frente dos vocais, a banda recriou a melancolia vibrante que marcou os anos 80. Crisanto Reis e Robson Gomes, nas guitarras, deram vida às texturas características do jangle pop, enquanto João Velozo e Gil Pedro sustentaram a base rítmica com precisão e energia.

O público cantou junto em clássicos como “There Is a Light That Never Goes Out”, vibrou com lados B surpreendentes e se emocionou com canções que permanecem vivas na memória afetiva de gerações. Foi uma noite em que o Indie, o New Wave e o Post-Punk se entrelaçaram em pura celebração.

Mais do que um tributo, o show reafirmou que a chama da melancolia incrivelmente bela ainda dança nos corações nostálgicos. A poesia, entrelaçada às melodias, mostrou-se eterna — e Os SilvaZ provaram que sabem como reacender essa luz.









segunda-feira, 18 de maio de 2026

SÓ OASIS























 

LOU REED



 













SÓ OASIS NO OASISDAY BY OASISNEWS!


OASIS DAY™ CEILÂNDIA

O Oasis Day™ 2026 chega a Ceilândia com uma celebração imperdível para os fãs do rock britânico. No palco do 80’s PUB, espaço comandado pela DJ e produtora Jully Dourado, a banda Só Oasis apresenta o tributo definitivo ao Oasis, recriando com autenticidade e intensidade a energia das apresentações ao vivo da icônica banda inglesa.


Com uma apresentação consistente, o grupo interpreta os maiores hits e lados B do Oasis — clássicos que marcaram gerações e definiram o som do brit pop dos anos 90 e 2000. A performance é carregada de emoção, atitude e o “punch” característico que consagrou o Oasis como uma das bandas mais influentes do rock moderno.


A Só Oasis, formada em Ceilândia, tem conquistado público e crítica por sua fidelidade sonora e presença de palco. Muitos fãs relatam ter conhecido e se apaixonado pelo Oasis a partir das apresentações da banda, que se tornou referência nacional em tributos ao grupo.



O Oasis Day™, iniciativa do fã-site Oasis News Brasil, é um evento que desde 2007 une fãs e bandas tributo em uma celebração simultânea em diversas cidades do país. Em 2026, o projeto atinge sua maior edição, com 17 sedes e shows ao longo de todos os finais de semana de junho — uma verdadeira maratona musical dedicada ao legado do Oasis.




Mais do que um festival, o Oasis Day™ é um movimento cultural que mantém viva a paixão pelo rock britânico e fortalece o trabalho das bandas tributo em todo o Brasil.

Data: 13/06/26
Local: 80’s PUB — Ceilândia
Atração: Só Oasis — O tributo definitivo ao Oasis
Informações: @sooasistributo | @oasisnews




 O Oasis Day é uma iniciativa do Oasis News, um evento que surgiu em 2007, no qual bandas covers se apresentavam simultaneamente, em uma mesma data, em diversas cidades do país, com o intuito de unir fãs locais e celebrar o legado da banda.
O evento acontece majoritariamente em casas de shows e pubs espalhados pelo Brasil — embora já tenha chegado até o imponente Teatro Amazonas — e é sempre marcado pela energia das bandas participantes. Trata-se também de uma forma de essas bandas conseguirem receitas para dar continuidade aos seus trabalhos, já que o Oasis News não obtém qualquer ganho financeiro com o evento.
A edição de 2026 será a maior até hoje, com 17 sedes confirmadas (e possivelmente mais), distribuídas ao longo de todo o mês de junho, garantindo maior flexibilidade para as bandas. É uma grande celebração feita por pessoas que amam o Oasis, como você. O que nasceu em 2008 como diversão retorna em 2026 como celebração!
Para atender aos fãs, o Oasis Day 2026 acontecerá em diversas cidades brasileiras, em todos os finais de semana de junho. O festival, iniciativa do fã-site Oasis News Brasil, tem como objetivo unir fãs locais e celebrar a obra da lendária banda britânica Oasis.
Desde sua criação em 2007, o evento é marcado por uma série de shows simultâneos e independentes de bandas covers e tributos em várias cidades do país. É uma mobilização grandiosa, em que casas de shows, pubs e teatros de diferentes estados brasileiros realizam tributos ao Oasis em datas próximas. Funciona como ponto de encontro para fãs — tanto das gerações antigas quanto dos novos admiradores — e também como vitrine e fonte de renda para as bandas covers manterem seus trabalhos.


Em anos marcantes, como o 20º aniversário do evento, as celebrações costumam se estender por vários finais de semana, atendendo à demanda do público. Geralmente, as bandas interessadas em participar realizam cadastro nos canais oficiais, e os ingressos de cada localidade são vendidos por meio de plataformas de eventos.
Esse projeto, que há quase duas décadas se consolidou como o principal ponto de encontro de fãs da banda no Brasil — e um dos mais emblemáticos do mundo — tem como proposta reunir apresentações em diferentes cidades ao longo de todo o mês de junho, ampliando o alcance da celebração e dando ainda mais espaço para grupos que mantêm vivo o repertório e o legado do Oasis nos palcos brasileiros.
Agora, em 2026, a iniciativa entra em uma nova fase. Como marca registrada do Oasis News, o Oasis Day™ passa a contar com uma curadoria multidisciplinar mais cuidadosa, realizada por uma equipe envolvida desde a primeira edição, com foco em organização, padronização e fortalecimento da qualidade dos eventos realizados em nome do projeto.
A edição deste ano acontecerá em todos os finais de semana de junho, justamente para permitir que as bandas tenham maior flexibilidade de agenda e possam negociar suas datas com tranquilidade em suas respectivas cidades. A ideia da organização é viabilizar o maior número possível de eventos pelo Brasil, criando novas oportunidades para que fãs celebrem a história do Oasis ao lado de velhos amigos e, claro, de muita gente que ainda vai surgir pelo caminho.
A organização reforça que toda a produção local é responsabilidade das próprias bandas e destaca um ponto essencial: o Oasis News nunca lucrou com o Oasis Day™ e seguirá assim em 2026. O canal, além de organizador e detentor da marca, continuará atuando como plataforma de divulgação padronizada e uniforme para todas as praças.


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Barbarella B e o Manifesto Modo B

 

Barbarella B e o Manifesto Modo B: ensaio sobre o grito da periferia candanga



Brasília, tantas vezes vendida como “capital do rock”, carrega em sua memória coletiva o peso dos anos 80 e a aura nostálgica de bandas que se tornaram símbolos nacionais. Mas enquanto o Plano Piloto se orgulhava de sua estética modernista e de sua rebeldia domesticada, Ceilândia e suas satélites viviam outra história — menos plástica, mais visceral. Foi ali, nas margens, que nasceu em 1996 a Barbarella B, e é dali que se ergue o Manifesto Modo B, um grito coletivo contra a caretice, contra a massificação cultural, contra o empacotamento da rebeldia em moldes prontos para consumo.



A Barbarella B é mais que uma banda: é tradução sonora de um movimento. Sua música é feita de garage psicodélico dos anos 60, soul e black music dos anos 70, samba-rock distorcido, riffs viajantes e refrões poderosos. É como se os Kinks e os Small Faces atravessassem o Eixo Monumental e encontrassem o samba-rock candango, reinventado sob um olhar periférico. O resultado é um powerpop urbano e sincero, que dança e denuncia, que celebra e resiste.



Suas letras são crônicas urbanas, impregnadas de folclore candango e de fatos que moldaram a identidade periférica: a chacina de trabalhadores na construção de Brasília, o caso Mário Eugênio, a truculência da GEB, as lendas urbanas que se tornam arquétipos de conduta moral. A Barbarella B não foge do conflito — transforma-o em groove. Cada música é peça teatral, cada show é manifesto. Em faixas como Incansável Morador de Ceilândia, Trem Fantasma, Patchouli e Combustão, a banda encena a vida real, e o público não apenas assiste: participa de um transe coletivo, um grito compartilhado.



A trajetória da banda é marcada pela independência e pela militância cultural. Uma fita demo, três EPs, participação na coletânea AMP.SÔNICA (2000), presença em festivais como Cult 22, Ferrock, Módulo B, Carnarock e tantos outros. Shows em casas e bares do DF e entorno, sempre reafirmando sua identidade autoral. Mais do que ocupar palcos, a Barbarella B produz e organiza eventos, incentivando outras bandas independentes a se apresentarem e a fortalecerem a cena. É uma postura que vai além da música: é compromisso com a coletividade, é resistência contra a lógica que reduz a arte periférica a produto secundário.



O Manifesto Modo B é o pano de fundo dessa história. Nas ruínas do lendário Módulo B, o coletivo se estabelece como alternativa de resistência, abrindo espaço para o rock alternativo e para novas manifestações artísticas do underground. É a afirmação de que a verdadeira contestação nasce da periferia, com autenticidade e suor. Enquanto muitas bandas buscam ser o “novo Legião” ou o “novo Capital”, a Barbarella B reafirma que não há necessidade de suceder ninguém: há necessidade de existir, de criar, de incendiar consciências.



No festival Rock Periférico, na Casa do Cantador, a Barbarella B mostrou por que é uma das bandas mais autênticas da cena. Com suor, intensidade e teatralidade, levou Ceilândia a um transe urbano. Cada acorde foi manifesto, cada riff foi resistência. O público respondeu com entusiasmo, transformando o show em grito coletivo. Não era apenas música: era identidade, era arte que nasce da periferia e se recusa a ser reduzida a produto nostálgico.


Em sua formação atual — Robson Gomes (guitarra e vocal), Sérgio Passos (guitarra e órgão), Robson Freitas (bateria e percussão), Ulisses França (baixo, guitarra e violão) e Thomé de Souza (baixo e vocal) — a Barbarella B segue incendiando palcos e consciências. Sua música é dança e reflexão, catarse e crítica, festa e denúncia. É a prova viva de que Ceilândia não é apenas cidade-dormitório, mas metrópole criativa, moderna e diversa, capaz de reinventar o rock brasileiro a partir de suas margens.



A Barbarella B é, em essência, um manifesto sonoro. É o grito da periferia candanga, que insiste em dizer que o novo olhar sobre o outro e o outro olhar sobre o novo só podem nascer onde a vida pulsa sem maquiagem. E é nesse pulsar que a banda se torna vanguarda — não por estar à frente de seu tempo, mas por estar profundamente enraizada em seu presente.



Brasília pode ter sido vendida como “capital do rock”, mas a sua periferia sempre escreveu outra narrativa — menos plástica, mais visceral, mais verdadeira. Enquanto o Plano Piloto se embalava em rebeldias domesticadas e em ícones dos anos 80 transformados em produto nostálgico, Ceilândia e suas satélites pulsavam em outra frequência: fanzines xerocados, bares improvisados, riffs distorcidos e letras que falavam da vida real. É nesse terreno fértil que nasce, em 1996, a Barbarella B, e é desse mesmo terreno que brota o Manifesto Modo B: um grito coletivo contra a caretice, contra a massificação cultural, contra a falsa rebeldia que se acomoda em moldes prontos.



A Barbarella B é mais que uma banda: é tradução sonora de um movimento. Sua música é feita de garage psicodélico dos anos 60, soul e black music dos anos 70, samba-rock distorcido, riffs viajantes e refrões poderosos. É como se os Kinks e os Small Faces atravessassem o Eixo Monumental e encontrassem o samba-rock candango, reinventado sob um olhar periférico. O resultado é um powerpop urbano e sincero, que dança e denuncia, que celebra e resiste.



Suas letras são crônicas urbanas, impregnadas de folclore candango e de fatos que moldaram a identidade periférica: a chacina de trabalhadores na construção de Brasília, o caso Mário Eugênio, a truculência da GEB, as lendas urbanas que se tornam arquétipos de conduta moral. A Barbarella B não foge do conflito — transforma-o em groove. Cada música é peça teatral, cada show é manifesto. Em faixas como Incansável Morador de Ceilândia, Trem Fantasma, Patchouli e Combustão, a banda encena a vida real, e o público não apenas assiste: participa de um transe coletivo, um grito compartilhado.