domingo, 18 de outubro de 2026

TAGUATINGA EM TRANSE! Uma noite de guitarras, melancolia e resistência underground-Baratas de Chernobyl e Os SilvaZ com DJ Jully Dourado e DJ Robson Barbarella

 

 TAGUATINGA EM TRANSE! Uma noite de guitarras, melancolia e resistência underground



Bar do Kareka, Taguatinga-DF | Sábado, 17 de outubro | 21h



Taguatinga entrou em transe! No último sábado, 17 de outubro, o Bar do Kareka, na CNF 02, transformou-se em ponto de encontro para quem sabe que o rock não é apenas música: é atitude, identidade, poesia e uma maneira de enxergar o mundo fora dos padrões.



Com Baratas de Chernobyl, Os SilvaZ — The Smiths Reverence e as discotecagens de DJ Jully Dourado e DJ Robson Barbarella, a noite reuniu diferentes vertentes da música alternativa em uma celebração que atravessou o pós-punk, o indie rock, a new wave e a música brasileira. Uma verdadeira viagem sonora, entre a inquietação do rock autoral e a melancolia elegante do indie britânico.



🐀 Baratas de Chernobyl: o veneno poético do pós-punk

Abrindo espaço para a força criativa do rock autoral, os Baratas de Chernobyl apresentaram um repertório que evidencia a personalidade da banda e sua capacidade de transformar inquietações em música. Com títulos que evocam imagens, conflitos e universos próprios, o setlist passeou por diferentes atmosferas, combinando peso, tensão e sensibilidade. A banda é composta por Elvis Rutherford-vocal, Nei Correa-bateria, Márcio Villas-Boas-contrabaixo, Alexandre Santos-guitarra e Robson Gomes-guitarra e sintetizador.



A jornada começou com “Banquete Sumério”, seguida por “Apenas Mais um Beijo” e “A Cura”. Na sequência, “O Éden”, “Leviatã” e “Dois Mundos” ampliaram o clima de estranhamento e intensidade, marcas de um pós-punk que encontra na inquietação sua matéria-prima.



O repertório prosseguiu com “Imperfeito como Você”, “14 De Nisã”, “Lágrimas de Órion” e “Raça de Víboras”, até chegar a “Hy Brasil”, fechando uma apresentação de 11 faixas que reafirmou a importância das bandas independentes na construção de uma cena autoral viva, inquieta e sem concessões.



Mais do que revisitar fórmulas, os Baratas de Chernobyl apostam na construção de uma identidade própria. É o tipo de trabalho que mostra como o underground continua sendo território fértil para novas narrativas, experimentação e liberdade artística.


🎤 Os SilvaZ: a reverência a uma banda que nunca sai de cena

Se o pós-punk dos Baratas de Chernobyl trouxe a inquietação do presente, Os SilvaZ — The Smiths Reverence mergulharam no repertório de uma das bandas mais influentes da música alternativa britânica: The Smiths. Formada por Bruno Z-vocal, Crisanto Reis-Guitarra, Márcio Villas-Boas-contrabaixo, Gil Pedro-bateria e Robson Gomes-guitarra, a banda agita a noite brasiliense.



E não faltaram hinos para cantar junto, guitarras marcantes e aquela mistura inconfundível de melancolia, ironia e beleza que atravessa gerações.


A apresentação ganhou força com “How Soon Is Now?”, “What Difference Does It Make?”, “Still Ill” e “Everyday Is Like Sunday”, esta última associada à carreira solo de Morrissey. A sequência de clássicos continuou com “Girlfriend in a Coma”, “Panic” e “Barbarism Begins at Home”, mostrando diferentes faces do universo musical que conquistou fãs pelo mundo.


O clima ficou ainda mais intenso com “I Know It’s Over”, uma das canções mais emocionais do repertório dos Smiths, seguida por “Some Girls Are Bigger Than Others”. A viagem avançou com “First of the Gang to Die”, também da carreira solo de Morrissey, e a delicadeza de “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”.


Vieram então “This Charming Man”, “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “Ask”, antes de “Back on the Chain Gang”, clássico dos Pretenders, regravado pelo Morrissey para ampliar a homenagem ao universo do rock britânico.


Na reta final, a sequência foi de arrepiar: “Bigmouth Strikes Again”, “There Is a Light That Never Goes Out”, “The Boy with the Thorn in His Side” e “Suedehead”, encerrando uma seleção de 20 músicas que percorreu diferentes momentos da trajetória dos Smiths e da carreira de Morrissey.

O resultado foi uma celebração da força atemporal dessas canções — músicas que falam de solidão, desejo, inadequação e esperança, sentimentos que continuam encontrando eco em novas gerações de ouvintes.

🎧 DJs Jully Dourado e Robson Barbarella: a pista continua viva

Entre os shows, DJ Jully Dourado  ampliou os horizontes musicais da noite com discotecagens conectadas à diversidade da cultura alternativa.


Do pós-punk ao pop, do indie rock à Brazilian wave, a seleção ajudou a costurar as diferentes atmosferas do evento, mantendo viva a pista e reafirmando a importância dos DJs na formação de ambientes onde a música vai além dos palcos.

🖤 O underground resiste — e Taguatinga pulsa!

Taguatinga em Transe foi mais do que um encontro de bandas e fãs. Foi a afirmação de uma cena que se alimenta da diversidade, da produção independente e da ocupação cultural dos espaços da cidade.

De um lado, os Baratas de Chernobyl mostrando a potência do rock autoral brasiliense. Do outro, Os SilvaZ celebrando o legado de uma banda que transformou sentimentos difíceis em canções eternas. Entre os dois, DJs conectando gerações, estilos e diferentes formas de viver a música.

Porque o underground não precisa de permissão para existir. Precisa de bandas, público, espaços de encontro e gente disposta a manter a chama acesa.

Taguatinga segue em transe. O rock segue vivo. E a resistência continua sendo amplificada no volume máximo! 🖤🎸

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